FORBES: O desafio do consumo em plena abertura económica: crédito e taxas mais baixas, as chaves que o mercado de bens duradouros espera
Laura Mafud. Editora
No início de um dos principais encontros empresariais setoriais de La Rural, industriais e canais comerciais analisam o impacto da maior oferta de produtos importados e a necessidade de financiamento para reativar as vendas de eletrodomésticos e tecnologia.
30 de junho de 2026 15.06

Carlos Clur (Foto: Cortesia Electronics & Home 2026)
Essa leitura coincide com os dados que você apresentou NielsenIQ (NIQ) no mesmo quadro Eletrônicos e Casa 2026: No acumulado até maio de 2026, o mercado argentino de eletrodomésticos registra queda de 3% nas unidades vendidas em relação ao ano anterior. A leitura mensal, porém, mostra desaceleração nesta queda: em maio a queda foi de 2%, produto do HotSale e do clima do consumidor anterior ao Mundo.
“O mercado está esperando a queda dos juros e o crédito aparecer”, disse o executivo. De acordo com sua visão, o financiamento A massa é a ferramenta indispensável para impulsionar a venda de itens de maior valor unitário, como máquinas de lavar ou geladeiras, por meio de mecanismos tradicionais como o parcelamento sem juros. “A economia fará o ‘clique’ quando as taxas descerem para preços razoáveis, para que o consumidor recupere a confiança a longo prazo e possa renovar a sua casa ou mudar o seu negócio”, explicou à comunicação social.
O comportamento por segmentos, na verdade, é díspar. De acordo com NielsenIQ, Telecomunicações sim Ar condicionado apresentam as quedas mais relevantes, com quedas de 25% em unidades, enquanto MDA/Linha Branca e SDA/Eletro Pequeno manter um desempenho positivo, com um crescimento de 7%. CE/Linha Marrom, Por sua vez, cresce apenas 3% em unidades, mas se destaca em faturamento, refletindo um ticket médio maior devido à preferência do consumidor – anterior à Copa – por TVs maiores que 55 polegadas. ITEM regista uma variação positiva mas mais moderada, de 1% em unidades.
O relatório aponta ainda uma forte concentração por categorias: Em unidades, os 10 primeiros explicam 51,6% das vendas do mercado. O smartphones Lideram esse ranking com 13% de participação, embora caiam 27% em unidades; Eles são seguidos por televisões (PTV), com 7% de participação e crescimento de 27%, e o fones de ouvido, também com 7% de participação mas com queda de 16%. No faturamento, a concentração é ainda maior – as 10 principais categorias representam 75,8% do valor total de mercado – e os smartphones voltam a liderar, com 20% de participação, seguidos pelos televisores com 15%. Completam o pódio das categorias relevantes geladeiras, máquinas de lavar, condicionadores de ar, notebooks, cozinhas, ventiladores, consoles e esquentadores.

Outra informação que a consultoria forneceu é a evolução do canal online: sua participação em unidades passou de 55% em 2025 para 58% em 2026, consolidando-se como canal central de compra de eletrodomésticos e tecnologia. Em maio, coincidindo com o HotSale, essa participação mensal atingiu 61%.
Diversificação contra o teto dos produtos tradicionais
Apesar dos desafios colocados por uma consumo que ainda não acordou, O setor empresarial procura antecipar a mudança de ciclo diversificando as suas carteiras. Dada a estagnação de algumas categorias tradicionais, a estratégia das empresas visa decisivamente a incorporação de novas verticais, como móveis e colchões, para cumprir as metas de faturamento dos canais comerciais.
Nesse sentido, o panorama atual combina a elaboração de promoções especiais voltadas ao varejo com foco no médio prazo regional. “Acreditamos que a América Latina é uma grande oportunidade. Se uma fábrica argentina for competitiva agora que a economia se abriu, ela terá uma oportunidade real de exportar para o Brasil e outros países, já que a Argentina se tornou um mercado muito competitivo“, analisou Clur, organizador do evento.

No entanto, para consolidar este perfil exportador, alertou para a necessidade de aplicar medidas de apoio para que a indústria nacional seja eficiente, tomando como referência os modelos de desenvolvimento de países como Coréia do Sul, Japão ó China, onde uma política industrial sólida permitiu o nascimento de empresas globais.
O futuro dos negócios: Inteligência Artificial e mobilidade
A nível tecnológico, o negócio de consumo em massa continua a ser liderado por telefone celular, listado como o produto mais vendido da última década. Contudo, a verdadeira evolução da indústria nos próximos anos não virá dos novos dispositivos de comunicação, mas da transversalidade do Inteligência artificial (IA).
A IA deixará de ser exclusiva dos telefones para ser totalmente integrada em eletrodomésticos, carros e roupas, passando do antigo conceito de casas inteligentes para “casas generativas“, capaz de aprender com os hábitos do usuário em apenas 60 dias.
Finalmente, a agenda de recomposição do sector será completada a médio prazo com o desenvolvimento do mobilidade elétrica e híbrida (bicicletas e motocicletas), segmento que, embora hoje tenha um foco mais comunicacional do que volumétrico no mercado local, começa a ganhar espaço no uso corporativo e logístico sob a premissa global de sustentabilidade e zero emissão de carbono.
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